Site institucional: o que um bom site de empresa precisa ter

Autor
Daniel Oliveira
Publicado em
Leitura
6 min
Categoria
Sites
Site do The Court Notebook nas versões para computador e celular

O que um bom site institucional precisa ter: posicionamento claro na primeira dobra, provas, versão mobile, velocidade, SEO básico, conversão e CMS.

Um bom site institucional diz, na primeira tela, o que a empresa faz, para quem e qual é o próximo passo, e sustenta essa promessa com provas: projetos, clientes, números. Por baixo disso, ele precisa carregar rápido, funcionar bem no celular, ter o básico de SEO para aparecer no Google e deixar a equipe atualizar o conteúdo sem depender de um desenvolvedor.

1. Posicionamento claro na primeira dobra

A primeira dobra é o que aparece antes de qualquer rolagem. Ali cabem quatro coisas: um título que diz o que você faz, uma linha de apoio que diz para quem, um botão com a ação principal e uma imagem que mostra o produto ou o trabalho.

No site da inChurch, plataforma de tecnologia para igrejas, cada página de solução abre com a promessa do módulo e as telas reais do produto em mockups de celular, tablet e computador. O visitante vê o que vai usar antes de ler qualquer explicação. No The Court Notebook, projeto de conteúdo sobre tênis amador, a ação principal é a inscrição na newsletter, em destaque desde a primeira dobra.

Home do site da inChurch, com a promessa principal e a chamada para falar com um especialista
Home do site da inChurch, com a promessa principal e a chamada para falar com um especialista

Faça um teste: mostre a primeira tela do seu site para alguém de fora por cinco segundos e pergunte o que a empresa faz. Se a pessoa hesitar, o título precisa de ajuste.

2. Provas: cases, clientes e números

Depois de entender a proposta, o visitante procura motivos para acreditar nela. Cases com problema, solução e resultado convencem mais que uma lista de serviços. A inChurch ganhou uma página própria de Cases de Sucesso. No site da Autonomy, empresa por trás do OpenPLC, a prova é técnica: conformidade com a norma IEC 61131-3, compatibilidade com Arduino e Raspberry Pi e download para Windows, macOS e Linux.

Use fotos e telas reais sempre que puder. Imagem de banco preenche espaço, mas não mostra o seu trabalho, e o visitante percebe a diferença.

3. Uma estrutura de páginas que acompanha o negócio

Quem oferece vários serviços precisa de uma página para cada um. O visitante acha mais rápido o que procura, e o Google ganha uma página específica para cada busca.

O site da inChurch tem 10 páginas: a home, as institucionais (Quem Somos, Cases de Sucesso e Trabalhe Conosco) e uma para cada módulo da plataforma (Comunicação, Células, Múltiplas Igrejas, Kids, Eventos e Interfaces). As páginas de solução seguem o mesmo modelo: promessa e telas do produto na abertura, benefícios em cards, funções em acordeão ao lado da tela correspondente, o fluxo de trabalho em tempo real e a chamada para um especialista.

Dentro desse modelo, cada módulo tem um toque próprio. O Kids tem bordas em forma de nuvem e ilustrações de crianças; Eventos usa fotografia com elementos de ingresso. A base comum também serve de ponto de partida quando a empresa lança um módulo novo.

4. Versão mobile desenhada desde o início

Em muitos negócios, a maior parte das visitas chega pelo celular, então a versão mobile merece o mesmo cuidado que a de computador. Todas as páginas da inChurch ganharam versão desktop e mobile, organizadas no Figma para o time de desenvolvimento. A página de vendas do BreakDown teve quatro layouts: desktop e celular, nas versões escura e clara. O The Court Notebook ficou leve no celular e tem uma navegação flutuante que acompanha a leitura.

Páginas do site da inChurch na versão mobile
Páginas do site da inChurch na versão mobile

Na prática, isso significa botões grandes ao alcance do polegar, textos legíveis sem zoom, menus curtos e formulários com poucos campos.

5. Velocidade

Um site lento perde visitantes antes de mostrar qualquer coisa, e o Google considera a experiência de carregamento no ranqueamento. As métricas de referência são as Core Web Vitals: o maior elemento da página deve aparecer em até 2,5 segundos (LCP), a resposta a um clique deve ficar abaixo de 200 milissegundos (INP) e o layout não deve pular enquanto carrega (CLS até 0,1).

O que mais ajuda a chegar lá:

  • Imagens em WebP ou AVIF, no tamanho em que vão aparecer.
  • Poucas famílias e pesos de fonte.
  • Menos scripts de terceiros, como chats, pixels e widgets.
  • Hospedagem com CDN.

Você pode medir o seu site de graça no PageSpeed Insights, do Google.

6. SEO básico

SEO avançado pode vir depois. O básico precisa estar pronto no dia em que o site entra no ar:

  • Título e meta descrição únicos em cada página.
  • Um H1 por página e subtítulos em ordem (H2, H3).
  • URLs curtas e descritivas, como /servicos/identidade-visual.
  • Texto alternativo nas imagens.
  • Sitemap enviado ao Google Search Console.
  • Dados estruturados para a empresa e para as perguntas frequentes.
  • Conteúdo que responda às perguntas que o seu cliente faz antes de comprar.

7. Caminhos de conversão

Cada página precisa de uma ação principal clara, repetida ao longo da rolagem. Na inChurch, a chamada para falar com um especialista fica sempre por perto. No BreakDown, chamadas em laranja aparecem ao longo da página e um formulário curto capta os contatos. No OpenPLC, a informação técnica fica organizada em blocos com caminhos diretos para baixar o software, estudar e participar da comunidade.

Ofereça também um segundo caminho para quem ainda não está pronto: newsletter, material gratuito, WhatsApp. No The Court Notebook, além da newsletter, uma vitrine de indicações de equipamentos com cupons dá ao leitor outro motivo para voltar.

8. Um CMS para atualizar sem depender de ninguém

O site envelhece rápido quando cada alteração depende de um desenvolvedor. Um CMS (sistema de gerenciamento de conteúdo) permite que a sua equipe edite textos, publique cases, posts e depoimentos e troque imagens por um painel. WordPress, Webflow e CMS headless resolvem isso de formas diferentes. Antes de escolher a ferramenta, liste o que a equipe vai atualizar toda semana e o que muda uma vez por ano.

Quanto tempo leva e por onde começar

Na Ovvy, um site leva de 4 a 8 semanas, com cronograma definido no briefing. Se a marca ainda não está resolvida, comece por ela: na Free2Go, o site de vendas veio depois que o sistema de identidade visual estava definido. E se o objetivo é vender um curso ou um evento, a página de vendas faz parte de um conjunto maior de peças, descrito em design para lançamento digital.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre site institucional e landing page?

O site institucional apresenta a empresa inteira, com várias páginas e caminhos. A landing page tem um objetivo só, como captar inscrições ou vender um produto, e corta tudo que desvia desse objetivo.

Quantas páginas um site institucional precisa ter?

Depende de quantos serviços e públicos a empresa atende. O mínimo costuma ser home, sobre, serviços, cases e contato. A inChurch, com seis módulos na plataforma, ficou com 10 páginas.

Quanto tempo leva para fazer um site?

Na Ovvy, de 4 a 8 semanas. O cronograma exato depende do número de páginas e é definido logo após o briefing.

Preciso de um blog no site da empresa?

Se você quer ser encontrado no Google por quem ainda está pesquisando, sim. Artigos que respondem às dúvidas do seu cliente atraem buscas que a home sozinha não alcança.

Quando o site precisa ser refeito?

Quando a marca muda, quando a empresa lança serviços que o site não comporta ou quando as páginas não funcionam bem no celular. A inChurch renovou a marca e, em seguida, precisou de um site à altura da nova fase.

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